Vida de Bebê – o início da vida

Imagine-se sendo um bebê recém-nascido. Você chegou recentemente a esse mundo, é tudo tão recente e tão diferente que você nem percebe que está aqui do lado de fora do ventre. Você ainda não entende muito bem o que está acontecendo e o mais estranho / confuso / perturbador / desafiador é que você depende completamente de outras pessoas para sobreviver. Para se alimentar. Para se vestir. Para conseguir dormir. Para se limpar. Para tomar banho.

E então você fica totalmente vulnerável a quem está cuidando de você, você está entregue pois não há outra opção.

Você simplesmente entrega, aceita e confia.

Porque seja no modo de te pegar, de te tocar, de te embalar, seja na roupa que essa pessoa vai te colocar, como vai te alimentar, as coisas que ela vai te falar, o que ela vai ouvir, seus hábitos, o lugar que ela mora, aonde ela vai te colocar pra dormir, enfim tudo irá lhe influenciar, já que sim, você é um ser completamente dependente e aberto a tudo e todos. E mais, é uma esponja que absorve tudo ao seu redor.

Sim minha filha, estou pensando em você que recém chegou a esse mundo, e eu me coloco no seu lugar, ou ao menos eu tento fazer isso. Deve ser tão difícil e até mesmo aterrorizante depender completamente de uma outra pessoa. Pois você é tão pequenina e ainda estou descobrindo sobre você, sobre os seus sinais, suas necessidades, e mais, estou descobrindo sobre mim também.

arquivo pessoal: minha filha Aurora em seu primeiro dia de vida extra uterina

arquivo pessoal: minha filha Aurora em seu primeiro dia de vida extra uterina

O bebê recém nascido é muito sensível. Ele capta tudo, não só o toque físico mas toda energia em volta dele. Ele consegue sentir e captar tudo de uma forma muito sutil e intensa.

Pois é, é muito importante que a gente faça essa reflexão para conseguir perceber um pouquinho do que deve se passar do outro lado. Sim, a doação da nossa parte é grande, não é fácil. Muitas vezes é dolorido e desafiador viver e cuidar de um bebê. Mas é um momento único na vida, e todos nós que estamos aqui vivos já passamos por isso e hoje já sabemos o quão valioso é cada segundinho desse início de vida pois levamos essas experiências e sensações pra vida toda.

E agora você se colocando no lugar do bebê, como você  quer ser cuidado? Como você quer ser tocado? Como você quer ser alimentado? Como você quer ser acolhido?

Se você estiver cuidando e convivendo com um bebê dê o melhor de si para esse novo ser que recém chegou. Permita se entregar de coração para essa profunda e doce aventura. Siga e sinta seu coração e se conecte com o coração desse bebê.

Detalhe: é um momento precioso que passa muito rápido. Sim é cansativo eu sei, mas depois que passa não volta mais e é uma fase que deixa marcas pra sempre.

E lembre-se: logo o bebê estará conquistando sua própria autonomia e quanto mais afeto, respeito e acolhimento ele tiver nessa fase de início da vida mais segurança emocional terá lá na frente.

Também quero refletir sobre como é estar do outro lado, esse lado de quem cuida e convive diariamente com um bebê (assim como eu nesse exato momento), pois essa pessoa (que geralmente é a mãe) também precisa (e muito) de empatia, acolhimento, compreensão, rede de apoio. Vamos sim falar e refletir sobre isso, mas primeiro minha filha achei melhor e mais importante falar sobre você – o bebê, pois você é o ser mais vulnerável aqui nesse momento.

Gostaria de mencionar dois pontos que estão conectados com esse assunto: um deles é sobre as crianças índigo, cristal e arco-íris, você já ouviu falar? Se ainda não vale a pena dar uma pesquisada no tema pois desde o ano 2000 quase que 100% das crianças estão nascendo com essa energia e o modo como nós adultos lidamos e interagimos influencia diretamente nessas novas vidinhas sagradas que estão aí para ajudar a elevar a vibração do planeta.

O outro ponto é sobre a teoria da exterogestação que fala justamente dessa fase em que o bebê acabou de nascer e dos seus primeiros meses de vida fora da barriga da mãe, sobre como para o bebê tudo ainda é muito novo, na verdade pra ele é como se ainda estivesse no ventre materno, por isso essa fase de transição entre a vida intra uterina e a extra uterina é tão sublime e delicada.

Espero em breve escrever sobre esses dois assuntos que são super interessantes e relevantes.

Bem, por hoje espero que esse post tenha feito sentido pra você, deixe aqui nos comentários sua opinião e reflexão.

Com amor,
Roberta Arend

Compartilhar

Roberta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *